Começa neste sábado, 12 de junho, a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite. De acordo com a Secretaria Municipal Saúde, este ano, a meta é vacinar 1.841 crianças menores de cinco anos (o equivalente a 95% das crianças do Quinari). O slogan da campanha é Vacinou, é gol. Vamos vestir a camisa da vacinação infantil. A segunda etapa está marcada para 14 de agosto.

A Secretaria Municipal de Saúde lembra que o Programa de Imunização brasileiro, promovido pelos Municípios, contribui de forma significativa para o controle das doenças que afetam mais as crianças e se tornou uma referência mundial. Há mais de 20 anos, não são registrados casos de poliomielite, o que atribuiu ao Brasil o certificado internacional de erradicação da transmissão da doença.

Em Senador Guiomard todos os postos de saúde estarão atendendo no horário de 08 às 17 horas. “Já começamos a vacinação na zona rural, onde as crianças na faixa etária de zero a cinco anos estão recebendo a vacina desde o início do mês”, disse a Secretária Municipal de Saúde, Rosana Pereira.

Os funcionários da Saúde também estarão vacinando contra a H1N1 (Gripe Suína), tanto para as crianças da faixa etária de 02 a 04 anos, quanto aos pais da faixa etária de 30 a 39 anos.

 

Conhecendo a poliomielite:

 

A poliomielite é uma infecção grave. Na maioria das vezes, não resulta em morte, porém causa sérias lesões que afetam o sistema nervoso. As conseqüências mais comuns ocorrem nas pernas ou braços, podendo ocasionar lesão mais grave em um ou mais membros ou até mesmo levar à morte – por meio de uma tetraparalisia.

 

TIRE SUAS DÚVIDAS:

Quem deve se vacinar durante a campanha nacional contra a paralisia infantil?

Todas as crianças na faixa etária de zero a 4 anos, 11 meses e 29 dias, ou seja, menores de 5 anos.

 

Recém-nascidos devem tomar as duas gotinhas?

Sim. Parte significativa dos municípios envia equipes de vacinadores aos hospitais e maternidades para imunizar os recém-nascidos. Quando isso não ocorre, os pais devem levar o bebê ao posto de vacinação mais próximo, assim que a criança receber alta.

 

Quem tem 5 anos completos precisa tomar a vacina?

Não, pois a concentração dos casos de poliomielite é na faixa etária menor de 5 anos, faixa de maior risco, por isto são vacinadas apenas as crianças menores de 5 anos.

 

Quem tomou a primeira dose em junho precisa tomar a segunda dose em agosto?

Sim. A única exceção é a criança que completou 5 anos, após a primeira etapa da campanha nacional.

 

A criança que tomou todas as doses de rotina, mais o reforço, deve participar da campanha?

Sim, é fundamental participar. Quando todas as crianças são vacinadas elas liberam no meio ambiente o vírus vacinal, o que possibilita formar uma imunidade de grupo, uma proteção coletiva. O vírus que ela libera ajuda a proteger a família, os amigos, enfim todos os que convivem com a criança. Os vírus são liberados por intermédio de gotículas de saliva ao tossir, espirrar, além da urina e das fezes.

 

Se a poliomielite foi erradicada do Brasil, por que as crianças precisam ser vacinadas?

Atualmente as ações do Programa Nacional de Imunizações com a vacina oral poliomielite (VOP) na fase pós-certificação estão voltadas para a prevenção da reintrodução do poliovírus selvagem no país. Enquanto houver circulação do vírus selvagem em qualquer região do mundo, o risco de importação de casos provenientes de países endêmicos (Paquistão, Índia, Nigéria, Afeganistão/OMS em 11.05.2010) justifica a continuidade da vacinação contra poliomielite.

 

Existe contra indicações da vacina?

Não há contra-indicações absolutas à administração da vacina oral contra a poliomielite. Mas é importante evitar a vacinação de crianças com as seguintes características:

• portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38º C;

• com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina, a exemplo da estreptomicina ou eritromicina;

• que, no passado, apresentaram qualquer reação anormal a esta vacina;

• imunologicamente deficientes, devido a tratamento com imunossupressores, ou de outra forma adquirida, ou ainda com deficiência imunológica congênita;

• com história de paralisia flácida associada à vacina, após dose anterior da vacina poliomielite oral.


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